Fundador do Nexus Social

A força da tecnologia corporativa a serviço de quem transforma vidas.

Allan Flores — fundador do Nexus Social

Acredito que ferramentas de gestão, inteligência de dados e tecnologia de qualidade não deveriam ser um privilégio de grandes empresas. Elas também precisam estar ao alcance de quem trabalha todos os dias para ampliar oportunidades, proteger direitos e transformar realidades.

Foi dessa convicção que nasceu o Nexus Social.

Minha trajetória reúne dois mundos que nem sempre se encontram: a experiência em tecnologia e coordenação de TI no ambiente corporativo e mais de uma década de trabalho voluntário, iniciado no Interact, ligado ao Rotary. De um lado, o contato com estruturas profissionais de gestão. Do outro, a convivência com organizações que precisam fazer muito com recursos limitados.

Na atuação com ONGs, encontrei equipes dedicadas que, além de atender pessoas, precisavam lidar com informações espalhadas, controles paralelos e a dificuldade de reunir os registros do próprio trabalho. Essa percepção ganhou outra dimensão nas conversas com minha esposa, assistente social: o que eu conhecia como voluntário aparecia, na rotina profissional, como horas e dias de esforço para reconstruir históricos e consolidar informações.

A pergunta que passou a orientar o Nexus foi:

“Por que uma organização que cuida de pessoas deveria ter menos capacidade de acompanhar seu trabalho do que uma empresa tem para acompanhar seus negócios?”

Não basta contar atendimentos. Precisamos enxergar o que mudou.

“Atendemos 100 famílias” é uma informação importante. Mas ela não conta toda a história.

Imagine, em um exemplo ilustrativo, conseguir demonstrar:

“Acompanhamos 100 famílias. Ao longo desse acompanhamento, 50 passaram a ter um responsável com emprego formal. Todas receberam cestas básicas. Em 10 dessas famílias, os filhos com diversidades funcionais receberam apoio psicológico.”

Exemplo ilustrativo — não é caso de cliente, resultado do produto ou promessa de impacto.

O número de famílias continua sendo o mesmo. Mas agora conseguimos enxergar muito mais: os diferentes apoios recebidos, as mudanças observadas e as necessidades que ainda precisam de atenção.

Também podemos fazer perguntas melhores. Quais famílias ainda precisam de apoio para acessar o mercado de trabalho? Os encaminhamentos chegaram a se transformar em atendimento? Quais ações tiveram continuidade? O que aprendemos para orientar o próximo projeto?

É essa passagem — do volume de atividades para a compreensão das trajetórias — que dá sentido ao Nexus.

Não se trata de atribuir toda mudança a uma única organização ou transformar cada atendimento em uma promessa de impacto. Trata-se de reunir evidências para compreender a contribuição do trabalho realizado, reconhecer seus limites e tomar decisões melhores.

Levar ferramentas corporativas ao terceiro setor não é transformar ONGs em empresas.

É oferecer a elas capacidade de planejamento, continuidade, governança e análise — sem exigir que abandonem sua identidade ou adaptem toda a operação à lógica de um sistema que não foi pensado para sua realidade.

Uma família não é uma oportunidade de venda. Um atendimento não é apenas uma tarefa concluída. Uma oficina não termina quando a lista de presença é preenchida.

Por isso, minha proposta com o Nexus vai além de digitalizar formulários ou substituir planilhas. É construir uma tecnologia que conecte pessoas, famílias, atendimentos, atividades, projetos, recursos, evidências e resultados, preservando o contexto que dá significado a cada registro.

Quero que a informação produzida no dia a dia ajude a equipe a acompanhar melhor as pessoas, a liderança a decidir com mais clareza e os financiadores a compreender o trabalho que estão apoiando.

Que a prestação de contas não seja apenas um esforço para explicar o passado, mas também uma oportunidade de aprender e melhorar o que vem depois.

Meu compromisso é com a capacidade de quem já faz a transformação acontecer.

Não criei o Nexus para colocar a tecnologia no centro do trabalho social. Criei para que ela dê sustentação a esse trabalho.

Isso significa ouvir as organizações, compreender suas rotinas e transformar necessidades reais em ferramentas úteis. Significa também não confundir mais dados com mais conhecimento, nem mais relatórios com mais impacto.

A ambição é construir uma infraestrutura que ajude as ONGs a trabalhar com mais continuidade, reconhecer o que está funcionando, identificar o que precisa mudar e demonstrar seu valor com evidências — sem perder de vista as pessoas por trás dos indicadores.

O impacto é das organizações e das pessoas que fazem esse trabalho acontecer. Meu compromisso é construir a tecnologia que as ajude a enxergá-lo, demonstrá-lo e ampliar sua capacidade de transformação.

Allan Flores

Fundador do Nexus Social

Conheça o Nexus Social

Veja como a plataforma conecta pessoas, famílias, atendimentos, projetos, evidências e prestação de contas para organizações sociais.